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The Dog Is Very Confused – Group Show

‘The dog is very confused’

Opening: 11.01.2018 | 19h00 – 23h00 exhibition: 12.01 – 27.01.2018 artists: Diogo Branco, Diogo Pinto, Eduardo Fonseca e Silva, Francisca Valador, Maria Inês Brites, Nuno Gonçalves
Curator: Kasia Sobczak – Wróblewska
FOCO | Rua da Alegria 34, 1250-007 Lisbon

The dog is very confused is a group exhibition of six Portuguese young artists, who decided to work together on a project for FOCO gallery. For a couple of months, they gathered and exchanged ideas about possible ways of interaction. The underlying theme for the exhibition was based on a kind of game, in which one person gives a suggestion to the rest of the players and the others have to respond to it, being the title of the present show its starting point. Using this practice, the artists managed to create links of thoughts to be followed and developed. The main features for this project were conversations, personal relations and a common space for creation – their studio.

The confusion, which is present in the title, can be understood in different ways. We invite visitors to be part of the exhibition and create their own meaning of it. Personally, confusion in art is related to the state of being, when one is able to perceive, create and stay open for new experiences. It’s rather a positive attitude, which continues to develop ideas and keeps you active.

While entering the gallery, the first work visible is a large-scale installation showing a drawing on a curtain made by Nuno Gonçalves. It refers to animalism and its stereotypes. The simple form of the installation attracts attention because of its size and minimalistic style, and it also divides the space into two stages.

Close to Gonçalves’ installation is the first of Diogo Branco’s works; we are able to see the other seven after passing to the other side of the curtain: this sequence allows us to accompany the creative and artistic process of the painter. We get to, somehow, understand the mindset of the painter – confusion, trial and error, everyday life interference in the creative process.

Diogo Pinto’s works are natural, detailed and well-prepared experiments of form and material. The use of common objects melted into wax, creates confusion regarding the materiality of things and at the same time it gives us a sense of texture.
Continuing our visit, we find works by Inês Brites. Separated in two spaces, her works talk about collective memory and technologization of our lives, nowadays and in the past.

The exhibition finishes with artworks by Francisca Valador and Eduardo Fonseca e Silva. Using small formats, the artists show an ephemeral connection between each other, and what characterizes them is their diversity in techniques and exquisite presence.

This exhibition can be read as a theatrical play, where each artwork is a complete act, that can be seen separately, but gains more sense when seen in context.
Kasia Sobczak-Wróblewska
Lisbon, 2018

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‘The dog is very confused’

Inauguração: 11.01.2018 | 19h00 – 23h00
Exposição: 12.01 – 27.01.2018
Artistas: Diogo Branco, Diogo Pinto, Eduardo Fonseca e Silva, Francisca Valador, Maria Inês Brites, Nuno Gonçalves
Curadora: Kasia Sobczak – Wróblewska
FOCO | Rua da Alegria 34, 1250-007 Lisboa

The dog is very confused é uma exposição colectiva de seis jovens artistas portugueses decididos a trabalhar juntos num projecto para a galeria FOCO. Durante alguns meses, reuniram e trocaram ideias sobre possíveis formas de interacção. O tema subjacente da exposição baseou-se num género de jogo, em que alguém dá uma sugestão aos restantes jogadores, a que estes procuram responder, sendo o título da presente exposição o momento inicial do jogo. Através desta prática, os artistas conseguiram criar ligações de pensamento para serem desenvolvidas e seguidas. As principais características deste projecto foram conversas, relações pessoais e um espaço comum de criação – o ateliê.

A confusão, presente no título, pode ser entendida de diferentes modos. Convidamos os visitantes a fazerem parte da exposição e a criarem os seus próprios significados. Pessoalmente, a confusão na arte está relacionada com o modo de estar, quando alguém é capaz de percepcionar, criar, e manter-se aberto a novas experiências. Uma atitude positiva que perpetua o desenvolvimento de ideias e te mantém activo.

Ao entrar na galeria, o primeiro contacto é com uma instalação de larga escala de Nuno Gonçalves – um desenho sobre uma cortina que alude ao animalismo e aos seus estereótipos. A simplicidade da instalação chama a atenção pelo seu tamanho e estilo minimal, dividindo o espaço em dois palcos.

Perto da instalação de Gonçalves está a primeira obra de Diogo Branco. É possível ver os outros sete trabalhos depois de caminharmos para o outro lado da cortina: esta sequência permite-nos acompanhar o processo criativo e artístico do pintor. Compreendemos, de algum modo, o universo do pintor – confusão, tentativa erro e a interferência do quotidiano no processo criativo.

Os trabalhos de Diogo Pinto são naturais, detalhadas e cuidadas experiências de forma e matéria. O uso de objectos comuns derretidos em cera gera confusão relativamente à materialidade das coisas e ao mesmo tempo dá-nos uma noção de textura.
Continuando a nossa visita, encontramos os trabalhos de Inês Brites. Repartidos por dois espaços, os seus trabalhos falam da memória colectiva e da presença tecnológica nas nossas vidas, hoje e no passado.

A exposição termina com as obras de Francisca Valador e Eduardo Fonseca e Silva. Na utilização de pequenos formatos, os artistas mostram uma ligação efémera entre eles, caracterizando-os a sua diversidade de técnicas e diferenciada presença.

Esta exposição pode ser vista como uma peça teatral, onde cada obra é individualmente um acto completo que acrescenta sentido quando em contexto.

Kasia Sobczak-Wróblewska
Lisboa, 2018