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Diego Machargo | De Pequeño Me Comí Un Pony

[PT]

A galeria Foco apresenta «De Pequeño Me Comí Un Pony», uma exposição individual de Diego Machargo.

Curadoria de Tânia Geiroto Marcelino


De pequeño me comí un pony é a primeira exposição individual de Diego Machargo na Galeria Foco. Há um ano atrás, neste espaço, tivemos um vislumbre das suas pinturas numa exposição colectiva programada para o Festival Internacional de Cinema Queer Lisboa (O Virus, 2018). Hoje, temos o prazer de entrar com maior profundidade dentro do seu trabalho.Diego abre as janelas à sua prática intimista através de um conjunto de treze pinturas e, em menor número, algumas esculturas. O que nos oferece à vista é o conjunto seleccionado da sua prática dos últimos dois anos. E se aceitarmos o conceito de pintura infinita, tão caro a Diego Machargo no entendimento que faz sobre o seu próprio trabalho enquanto pintor, também para a sensibilização àquilo que se viveu, são as últimas, as mais frescas imagens de uma vida.Se tivesse de apontar um tema central nas suas imagens, diria que são as relações, em particular as suas (amorosas, sexuais, familiares e consigo próprio). Aquilo que o faz pintar, desenhar, dar um corpo tridimensional às suas personagens e dizer frases como aquela que dá nome a esta exposição, sensibilidade potente e transformadora, encontra desculpa nelas.Uma desculpa matreira e experiente, porém. Porque afinal, é por permitir-se ser susceptível às suas relações, que se permite à criação do seu imaginário, formas e figuras investidas de simbolismo. Tal predisposição tem que ver com um certa renúncia. É que ao pintar, Diego, situa- se intencionalmente no interstício do desejo, isto é, entre aquilo que decidimos comer e aquilo que, afinal, renunciamos comer, porque queremos que seja. É uma postura algo inocente e que revela uma certa auto-afirmação aguerrida – aguerrida de imagens.

Texto de Tânia Geiroto Marcelino

Diego Machargo (1990, Oviedo, Espanha), vive e trabalha em Lisboa. Concluiu em 2017 o Mestrado em Pintura na FBAUL. Licenciado em Belas Artes pela Universidade de Vigo, Espanha, em 2012. Exposições individuais: Eso que pintas que no tiene paisaje, Casa da Avenida-Galería, Setúbal, 2018. Exposições colectivas: O Virus, Galeria Foco, Lisboa, 2018; Contra o desgosto, Fundação PT, Lisboa, 2016; Sou esta casa, Museu da Marioneta, Lisboa, 2015; De onde para onde, Galeria do ISEG, Lisboa, 2015; Do final e do comezo, Pazo da Cultura, Pontevedra, 2012; Pruebas de estado y color, Galería Bacelos, Vigo, 2011.


Inauguração Quinta-Feira, 03 de Outubro de 2019, a partir das 19:00
03 de Outubro 2019 | 20 de Outubro 2019

Terça feira a Sexta feira, das 14h00 às 19h00

Sábado, das 14h00 às 18h00
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Foco Gallery presents «De Pequeño Me Comí Un Pony», a solo show by Diego Machargo.

Curated by Tânia Geiroto Marcelino


De pequeño me comí un pony (When I was a little boy I ate a pony) is Diego Machargo’s first solo show at Galeria Foco. A year ago, there, it was possible to take a peek at his paintings on the group show programmed for Queer Lisboa International Film Festival (O Virus, 2018). Today, we are given the pleasure to go deeper into his work. Diego opens up the windows to his intimate practice through a group of thirteen paintings and, in smaller number, few sculptures. What he offers to our sight is the selected group from the last two years of his practice. And, if we concede the concept of infinite painting, dear to Diego Machargo regarding how he understands his own labor as painter, also to the sensitisation to what one has lived, they are the latest, fresher images of a life. If I had to point out one main subject in his images, I would say it is relationships, particularly his own relationships (love, sexual, family and with himself). What makes him paint, draw, give a three-dimensional body to his characters and express sentences like the one giving the title to this show, transformative and potencial sensitivity, finds an excuse in them. A cunning and experienced excuse, though. After all, it is because of being sensitive to his relationships, that he allows himself the creation of his imaginary, figures and forms invested with symbolism. Such predisposition has to do with a certain renunciation. In painting, Diego intentionally puts himself at the desire interstice, meaning, between that we decide to eat and that we renounce to eat, in the end, because we want that to be. It is somehow an innocent posture, revealing a certain self-affirmation, a brave one.
Text by Tânia Geiroto Marcelino

Diego Machargo (1990, Oviedo, Spain), lives and works in Lisbon. He concluded his Master’s in Painting at the Lisbon Fine Arts Faculty in 2017. Graduated in Fine Arts by the Vigo University, Spain, in 2012. Solo exhibitions: Eso que pintas que no tiene paisaje, Casa da Avenida – Gallery, Setúbal, 2018. Group Exhibitions: O Virus, Galeria Foco, Lisboa, 2018; Contra o desgosto, Fundação PT, Lisbon, 2016; Sou esta casa, Museu da Marioneta, Lisbon, 2015; De onde para onde, Galeria do ISEG, Lisbon, 2015; Do final e do comezo, Pazo da Cultura, Pontevedra, 2012; Pruebas de estado y color, Galería Bacelos, Vigo, 2011.


Opening Thursday, October 03th 2019, from 07pm
October 03, 2019 | October 20, 2019

Tuesday to Friday From 2:00 a.m. to 7:00 p.m.

Saturday From 2:00 p.m. to 6:00 p.m.