Hugo Cantegrel

Hugo Cantegrel é um artista francês tendo estudado em Paris e em Londres onde concluiu em 2015 a licenciatura em Belas Artes na Central Saint Martins, University of the Arts London. Atualmente vive e trabalha em Lisboa. O seu trabalho é construído a partir de uma narrativa autobiográ ca e é na instalação que se centram as suas obras. Um dos principais focos para este artista é a composição de elementos, procurando uma certa musicalidade visual e teatralidade no desenvolvimento das suas instalações.

Desta forma, alguns elementos são personagens principais ao mesmo tempo que outros têm um papel subordinado. Alguns trazem uma dinâmica para o olho do espectador, outros agem como silêncio.

O artista procura desenvolver as suas obras como um trabalho em aberto. Isto é, procurando diferentes maneiras de as compreender, uma certa ideia de universalidade, uma massa de referências, um apanhado de memórias, ou seja, um entrelaçar de narrações que cada espectador é capaz de criar.

O seu trabalho é fortemente in uenciado pelo Nouveau Roman, como em «Les Choses» de Georges Perec onde os objetos da vida quotidiana tornam-se nos personagens principais de múltiplas narrações.

Assim, a estética das suas obras assemelha-se a um arranjo decorativo no interior de uma casa, formando paisagens de objetos. Objetos da vida quotidiana que entraram num museu para os quais as pessoas são capazes de olhar como verdadeiras obras de arte, uma vez que passam a ser vistos com um per l diferente. O exercício de observar os objetos numa casa, tal como se faz ao contemplar uma instalação numa galeria faz com que o mundo revele a sua poesia, a sua musicalidade, a sua teatralidade.

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Hugo Cantegrel is a french artist. He studied in Paris and in London. He graduated from Central Saint martins school in 2015. Since then, he lives in Lisbon where he works. Hugo cantegrel’s practice is built up from an autobiographical narrative. He works with installation which main concern to him is about composition. He is looking for a certain visual musicality, a certain theatricality in the installation.

In this way, some works are main characters; some others have a subordinate role. Some bring a dynamic for the eye of the viewer, some act as silences.

His work is strongly influenced by the Nouveau Roman. As in “Les Choses” by Georges Perec, everyday life objects become the main characters of multiple narrations. He likes to keep his work open. It is to say that he is looking for different layers of understanding, a certain idea of universality, a mass of references, a call for memories, an interweaving of narrations that each viewer is able to create.

The works’ aesthetic is based on the interior of houses. When inside someone’s flat, he likes to see decorative arrangements as landscapes of objects. Everyday-life objects have entered the museum now, and people are able to look at it as art pieces because they change their way of looking at things, they look at them in a different profile. We can look at objects in a house as an installation in a gallery and the world reveals its poetry, its musicality, its theatricality.

http://www.hugocantegrel.net